Origens
Casa da família Fox na cidade de Hydesville - Nova Yorque - EUA.
As origens do espiritismo
Os
fenômenos ocorridos na cidade de Hydesville, no estado de Nova
Yorque, EUA, marcam o início do estudo dessas manifestações. O
pastor protestante John Fox, sua esposa e suas duas filhas,
Margarida e Catarina, estavam conversando sobre fenômenos de
assombração. Catarina primeiro e depois Margarida ouviram seus
dedos estalarem e tiveram a impressão de que isso fosse repetido
por alguém. O medo se apoderou de todos. A senhora Fox
perguntou: "É espírito? Se é espírito, bata duas vezes".
Ouviram-se duas batidas. Não tendo outra explicação para o
fenômeno, os presentes concluíram que se tratava de um espírito
"desencarnado" que queria entrar em comunicação com eles.
Outros fenômenos, que aconteceram mais tarde, foram
interpretados como novas manifestações da presença de espíritos.
Entre esses fenômenos, salientamos o das mesas giratórias: as
pessoas se colocavam em torno de uma mesa pondo suas mãos em
cima delas: elas faziam perguntas aos espíritos e a mesa
respondia com golpes e movimentos determinados.
Em 1855,
Hippolyte Léon Denizard Rivail,
professor francês de aritmética, pesquisador de astronomia e
magnetismo, foi convidado por um amigo seu a ver de perto estas
manifestações que ocorriam nos salões da capital francesa.
Rivail era discípulo de Pestalozzi, chamado de pai da pedagogia
moderna, e casado com Amélie Gabrielle Boudet. Nascido em 03 de
outubro de 1804, na cidade de Lyon, já ouvira sobre o assunto
das mesas girantes e não entendia bem o que estava acontecendo.
Homem criterioso, Rivail não se deixava levar por modismos e
como estudioso do magnetismo humano acreditava que todos os
acontecidos poderiam estar ligados à ação das próprias pessoas
envolvidas, e não de uma possível intervenção espiritual.
O professor então participou de algumas sessões, e algo começou
a intrigá-lo. Percebeu que muitas das respostas emitidas através
daqueles objetos inanimados fugiam do conhecimento cultural e
social dos que faziam parte do "espetáculo". Como os móveis, por
si só, não poderiam mover-se, fatalmente havia algum tipo de
inteligência invisível atuando sobre os mesmos, e respondendo
aos questionamentos dos presentes.
Espíritas! Amai-vos eis o primeiro. ensinamento; instruívos, eis o segundo.
